Para refletir:

Todos somos iguais. Independe da nossa condição. Nascemos, crescemos e morremos. Tudo da mesma maneira!
G. Camargo!

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Deuses também morrem!

Durante toda essa semana que passou as noticias foram especificamente a respeito da morte prematura (ou não) de Michael Jackson. Fans se aglomeram em frente a Neverland (terra do nunca), a mansão do artista, com fotos, cartazes, músicas e outras oferendas póstumas ao falecido.
Vendo toda essa balburdia comecei a refletir sobre o ser humano, de um modo geral. Sobre a valorização que cada um dispensa a si mesmo. Onde os ditos "astros e estrelas" sempre são elevados a condição de superhumanos, habitando em palácios, mansões, onde nossa imaginação faz a decoração de todo espaço. São intocáveis, mesmo que tentemos tocá-los. Um simples gesto, um aceno em nossa direção nos basta para ficar na memória por muito tempo.

Porque nos colocamos de uma maneira tão medíocre em relação às "celebridades"? Seriamos nós seres inferiores, comparados a essas tão "estreladas" criaturas? Na nossa imaginação, eles não morrem.

E por isso ficamos boquiabertos quando descobrimos que eles também são seres mortais...sim, nossos idolatrados são de carne e osso. Quanta decepção. Nos enganaram muito bem. Michael Jackson, que apesar de apenas cantar com uma voz fraca e feminina, dançar como qualquer outra pessoa que treine (O Faustão provou que todos conseguem), está sendo considerado pela midia um gênio. Gênio? Pelos passos de dança? O que falaríamos de Fred Aister? Pelos gritinhos que dava quando cantava? Vamos pensar diferente da nossa Gretchen; Pela voz aguda com um vibrato exagerado? Viva nosso Nei Matogrosso - o gênio.

Desconhecidos choram a morte do "rei do pop". Pessoas que nem sabiam de quem estavam falando, abraçadas a uma foto de Michael Jackson se debulhavam e lágrimas e faziam declarações ardentes. Pior que isso, artistas nacionais dando seus depoimentos, exaltando a figura do falecido e dizendo da importância que o finado teve em suas carreiras. - Um gênio, dizia um; - um marco na história, apontava outro; Enfim, um sem número de declarações entusiasmada.

Bem, essa pequena introdução é para mostrar o quanto somos manipulados. O quanto temos um sentido de manada, ou seja, onde um vai, todos estão indo juntos.

Às vezes me perguntam - qual o time que você torce? - quando respondo que não gosto de futebol os semblantes ficam mudados, pasmos. - Não torce? - perguntam como quem duvida. Pior ainda quando falo que não tenho religião. É como se eu estivesse fora desse planeta.

Infelizmente tudo gira em torno da maioria. Todos torcem pra um time, todos tem uma religião, todos acreditam em um deus, todos gostavam de Michael Jackson, todos burlam a receita federal, todos molham a mão do guarda, todos andam em velocidade acima da permitida, todos usam o "jeitinho brasileiro" de ser. Enfim...todos fazem, eu tenho que fazer. Todos pensam, tenho que pensar igual.

Quem pensa diferente, quem acredita diferente, quem age difere não faz parte da colmeia. Hoje, estar ligado nas canções do Michael Jackson está na moda, todos estão. Saber sobre o que se passa em relação a ele é quase uma obrigatoriedade.

Porém, existe alguém que está aproveitando toda essa movimentação em torno do "rei do pop": nosso perfeito, imaculável e inatingível senador Sarney, presidente do senado. Sim, pois enquanto todos estão com seus olhos voltados para o funeral de uma "estrela", o "rei do pop", se esquecem de atentarem para as maracutaias praticadas na corte. Lula agradece.

Paz, a todos! (mortais e imortais)

HORA CERTA